Cacau – um super alimento

Cacau – um super alimento

O mundo civilizado só tomou conhecimento da existência do cacau e de chocolate depois que Cristóvão Colombo descobriu a América. Considerado como o alimento com maior poder antioxidante do mundo pela Oxigen Radical Absorbance Capacty (ORAC), ele está na lista dos superalimentos.

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Quando os primeiros colonizadores espanhóis chegaram à América, o cacau já era cultivado pelos índios, principalmente os Astecas, no México; e os Maias, na América Central.

De acordo com os historiadores, o cacaueiro, chamado cacahualt, é uma espécie nativa da floresta tropical úmida americana e seu centro de origem é, provavelmente, as nascentes dos rios Amazonas e Orinoco. A partir dessa região, a planta se espalhou pela Venezuela, Colômbia, Equador e países da América Central. Seu cultivo era acompanhado de solenes cerimônias religiosas.

A polpa contém fibras, glicose, frutose e inúmeras vitaminas, como as do complexo B: B1, B2 e niacina que agem na tonicidade muscular do sistema gastrointestinal, auxiliam o sistema circulatório e imunológico. Possui sais minerais como ferro, fósforo, cálcio que ajudam na saúde dos ossos, dentes e funcionamento do cérebro. As fibras colaboram com o funcionamento do intestino evitando a prisão de ventre, além de controlar a absorção de gordura e açúcares. A grande quantidade de polifenóis, conferindo sua grande capacidade antioxidante, protege o sistema cardiovascular, previne doenças como o câncer e outras doenças relacionadas com a ação desequilibrada de radicais livres.

Na gravidez, o cacau pode auxiliar na prevenção da pré-eclâmpsia (hipertensão), com estudos comprovando a redução deste problema em 40% das mulheres que consomem o cacau ao menos 5 vezes por semana. Além disso, estimula a liberação de endorfinas e a elevação da disposição mental, devido a presença das aminas biogênicas, melhorando o humor e os quadros de depressão. O elevado conteúdo de magnésio do cacau cru é também importante para a saúde do coração, movimentos peristálticos, alívio das cólicas mentruais, fortalecimento dos ossos e aumento da flexibilidade.

Esse superalimento pode fazer parte da nossa dieta na forma de nibs de cacau crú (ou amêndoas de cacau) dando preferência para os orgânicos ou o cacau em pó que não podemos chamá-lo de 100% cacau, mas é uma opção para receitas de doces. (Todo o chamado “cacau em pó” existente no Brasil é proveniente de cacau torrado, submetido a temperaturas de até 130°C, processo que transforma as gorduras saudáveis do cacau em matéria rançosa ou saturada. Essa massa de cacau é naturalmente ácida, fato que a indústria corrige com a adição de compostos químicos alcalinizantes).

E o chocolate nessa? O chocolate passou por algumas transformações até chegar ao que conhecemos hoje. No início, era um resultado da gordura do cacau – a manteiga de cacau – adicionada ao leite, ao extrato de cacau, açúcar, mel ou frutas. A manteiga do cacau e o leite foram sendo substítuidos pela gordura vegetal hidrogenada e a leticina de soja para minimizar os custos e acabando com toda a qualidade do chocolate, tendo este, se tornado prejudicial a saúde por causa desses óleos vegetais acrescidos de aromatizantes artificiais e outros aditivos.

Já existem também no mercado, chocolates feitos com ingredientes alternativos, com maior porcentagem de cacau, livres de lactose e glúten. Opções de chocolate com cacau 70, são também uma melhor opção já que possuem maior porcentagem de cacau.




Texto escrito por Luciana Gallinaro – Bióloga – CRBIO 100442. Fellowship em Envelhecimento Celular e Medicina Regenerativa –  BARM –  A4Medicine – USA. A reprodução deste e qualquer outro conteúdo desenvolvido pela Five Diamonds só é permitida mediante crédito da fonte.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. A mundaça do chocolate não é só a impressão do seu paladar. Dr. Victor Sorrentino – http://drvictorsorrentino.com.br/a-mudanca-do-chocolate-nao-e-so-impressao-do-seu-paladar

  2. Maternal serum theobromine and the development of preeclampsia. Epidemiology 2009, 20(5):727–732.

  3. Chocolate consumption in pregnancy and reduced likelihood of preeclampsia. Epidemiology 2008, 19(3):459–464.

  4. ORAC – http://www.oracvalues.com